domingo, novembro 13, 2011
Diferentes Similitudes
sábado, abril 23, 2011
O "Efeito Guano Apes" em Santo Tirso
No princípio foi a fascinação do reencontro, o relembrar de memórias já recalcadas no armazém cerebral, relegadas para um canto forrado a teias de aranha, numa das poucas prateleiras não ocupadas com futebol, cerveja e fêmeas.
Depois, dei-me lentamente conta que afinal aquilo não era tão bom quanto isso. Pior, à medida que as faixas iam avançando, percebi que cada uma era mais básica e fraquinha que a anterior. Que as letras caminhavam inseguras em bicos de pés pela fronteira tripartida entre o infantil, o absurdo e a comédia não intencional.
...suponho que o avançar dos anos nos faça glorificar inconscientemente coisas que para nós tenham tido alguma relevância no passado - o que significa que no futuro acabaremos por ficar desapontados quando nos deparamos novamente com elas.
Bolísticamente falando, é possível que afinal a minha memória seja toldada pela tal glorificação do passado quando digo no café que o Caccioli fez uma média de quarenta e duas venenosas assistências/ano para golos de contra-golpe do Mangonga nas treze épocas que partilharam o relvado do Adelino Ribeiro Novo. Porém, folheando os Cadernos da Bola, vejo que apenas coçaram as respectivas partes baixas no mesmo balneário durante três épocas, de 92 a 95. E o Makopoloka Mangonga nunca marcou mais de sete golos num ano.
Oh well...chamemos-lhe o Efeito Guano Apes, ou "a memória da minha adolescência acabou de ruir como um castelo de cartas ao qual foi ateado fogo durante um terramoto de 9.2 na escala de Rochemback, seguido de um tsunami, a Júlia Pinheiro aos berros num megafone e uma queda de meteoros".
E com isto pusemos o Carlos Martins a chorar de novo. Calma, rapaz. Respira fundo que isso passa.
Mas o melhor exemplo da aplicação do "Efeito Guano Apes" na minha memória boleira nem é a proficuidade (ou falta dela) do Caccioli no que respeita ao destrocar de acintosos passes para golo.
Quando me perguntam por Santo Tirso, normalmente respondo algo incoerente que inclua os termos "jesuítas", "gajos com demasiado gel no cabelo", "doçaria conventual", "crianças de 8 anos a coser sapatos", "Lamborghinis" e "o grande Tirsense dos anos 90".
Posteriormente, começo a debitar informação mais ou menos fidedigna relacionada com esse período histórico da colectividade nortenha, enquanto me babo, imito expressões faciais do Paredão, esbracejo furiosamente, festejo golos do Marcelo através de mímica e faço o pino três ou quatro vezes. Sou um fã.*

Porém, olhando com frieza para trás, vejo que as três qualificações Europeias (quartos-de-final da Liga dos Campeões inclusivé), o 3º lugar em 1996, as duas Taças de Portugal, a presença do Caetano num torneio vencido pela Selecção Nacional**, e os 8-0 em Alvalade nunca aconteceram.
OK, uma delas aconteceu, mas as outras são pura ficção.
Será que o Tirsense nunca foi tão bom quanto o pintei na minha distorcida mente?
Será que foi tudo um lindo sonho?
Será que estamos perante o temido "Efeito Guano Apes"?
Sim. (pára de chorar, Martins. Cacete.)
Na verdade, durante os 90's, os Jesuítas Negros estiveram apenas cinco anos no escalão principal, tendo sido relegados à 2ª Divisão de Honra em três deles (16º em 90/91 e 92/93, e 18º [!!] em 95/96). Verifico dolorosamente que nunca passaram do 8º posto (94/95), e que Caetano nunca foi o melhor marcador da 1ª Divisão (1934 - presente).
Uma merda, é o que é.
Porém, em Honra da minha memória daquilo que nunca foi o FC Tirsense, 'bora escarnecer e zombar de meia-dúzia de cromos.


...e falta este cromo, que todos reconhecem do Farense. Mas o que faz ele em Santo Tirso?
Diria que não trabalha numa fábrica de têxteis, pois já não é propriamente uma criança. Pois bem, sucede que este Luisão (que é central como o outro, mas sem a embriaguez ao volante e a cabeça fálica), rastejou até ao Ave no final da carreira, onde se arrastou até ao final da época de 95/96. Felizmente, não teve oportunidade de se arrastar muito (5 jogos, 3 amarelos), evitando assim sujar o seu belo equipamento Reebok que ostentava orgulhosamente o ditame "Vale de Tábuas" ao peito. Ainda para mais, é parecido com a Grace Jones. Não sei se isso faz dele andrógino, até porque ela é bastante...hm...andrógina. Na pior das hipóteses, o Luisão é parecido com uma mulher que é parecida com um homem. Não sei se isso é bom, se é mau. Estou confuso.| Este post lembra-me: |
terça-feira, setembro 28, 2010
A Temática do Dirigismo
Basicamente, podemos encarar o dirigismo desportivo de duas formas.
A primeira é levar as coisas em esforço.
Eis o exemplo acabado: Óscar Rocha, líder da Comissão Executiva do Santa Clara. Falar em “Comissão Executiva” dá imediatamente a ideia de que a vocação do homem não é propriamente ser presidente de um clube de futebol. Uma “Comissão Executiva” faz lembrar uns tipos que se organizaram para arranjar o baile lá da terra. E o pobre Óscar ficou com a responsabilidade de gerir os fundos da quermesse porque era o mais hábil a contar notas de 10 euros e a organizá-las numa caixinha de cortiça, longe do olhar dos bêbados que cirandam à volta do bar com as suas Zundapps barulhentas.
No fundo, dirigir um clube de futebol não é com ele. A expressão diz tudo. Aturar empresários. Planear orçamentos. Aturar egos. Escolher treinadores. Aprovar jogadores da shortlist. Atender telefonemas. Sentar-se ao lado de outros dirigentes que cheiram mal só para parecer cordial. Reunir com tipos que passam o tempo todo a palitar os dentes e a falar da arbitragem, “a porcaria da arbitragem anda a perseguir-nos”. Sofrer a contestação dos adeptos que não percebem nada de contas mas sabem muito bem ver que o passivo está alto. “Nem cum orde do padre cura era capá de meter o passive assim!”, protestam os micaelenses, em arrazoados imperceptíveis. E depois é vir ao continente de 15 em 15 dias e enjoar ao viajar de avião, esperar intermináveis horas em aeroportos e descobrir que as suas vacas já não dão leite e ele nem sequer pode pensar nos seus problemas pessoais. Uma chatice. Uma tarefa hercúlea. É de pôr os bofes de fora. É de suar em bica. É exigir paciência de chinês.
Bom, mas não sejamos totalmente injustos, que Óscar Rocha tem experiência de dirigente no hóquei em patins açoriano. O que é fantástico, dado que maior parte das pessoas nem sonha que possa haver patins nos Açores.
A segunda forma é levar as coisas com naturalidade.
E Isidoro Sousa (Olhanense) personifica essa confiança. Ou melhor, o excelso bigode de Isidoro Sousa transpira, para além de resíduos gordurosos e vapores etílicos, uma enorme dose de determinação. O bigode de Isidoro é uma espécie de último reduto da resistência masculina lusitana, ora convertida a um deserto de metrossexualidade impregnada de geles e loções. Já não há gente nem bigodes assim no nosso futebol. Isidoro é “one of a kind”. “Desenrascanço” é o seu nome do meio. Se os outros andam de BMW e chauffeur, Isidoro circula com o braço dependurado no seu Ford Escort de 1984 pela Riviera algarvia; se os outros andam em spas, Isidoro frequenta o Festival do Marisco e bate records de minis emborcadas numa só noite; se os outros falam em “project finance” e “emissão de obrigações convertíveis”, Isidoro fala em “arranjar uns trocos junto dos industriais conserveiros da região e quem sabe sacar um patrocínio jeitoso à marca de gelados com sabor a sardinha assada”; se os outros tentam ser diplomatas e arranjar as palavras certas, Isidoro não terá pejo em mostrar os pêlos do peito e largar uns sopapos nos oponentes. É por isso que Isidoro revela todas as condições para emparelhar com esse grande mito dos tempos modernos, o verdadeiro Viriato do gangsteirismo que é o Rocha, o saudoso Rocha do Duarte & Companhia.
Bom, mas há sempre uma terceira via, sempre na voga. E essa é a de adoptar uma postura paternalista, distante mas omnipresente, nem bem aqui nem bem ali mas também sim e muito pelo contrário. Digam-me lá se o mui afamado Vítor Magalhães (Moreirense) não se parece com um senhor que até ganhou um determinado concurso aqui há atrasado e que tem nome de utensílio culinário. Até a cair da cadeira o jeitinho é semelhante.
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quinta-feira, setembro 09, 2010
Rua Sésamo Em Belém
E por falar em cabelos, esta é capaz de ser das poucas áreas em que o Belenenses pode fazer a diferença este ano. Os cabeleireiros de serviço estão a caprichar e prometem lutar pelo título internacional de MOH – Most Outrageous Haircut. Atentem, por exemplo, na anarquia capilar de Romário.
Romário não estava satisfeito com a poupa ligeiramente amadeixada executada pelo seu cabeleireiro. Segundo Romário, ainda não era aquilo que pretendia para ganhar bolas no jogo aéreo e não era suficientemente original. Então necessitou de um retoque, ou seja, a instalação de uma segunda poupa atrás da poupa original: um apoio aerodinâmico à laia de um F1 que lhe permite ganhar centímetros aquando dos ocasionais chuveirinhos e, simultaneamente, uma sentida homenagem ao seu grande ídolo Poupas.
Quando viu o resultado, o Fredy não se quis ficar. E vai daí, tumba, espetou um tufo de carapinha no meio da cabeça.
O imaginário da Rua Sésamo está cá, em grande. Fredy respeita imenso o Egas e fez questão de o demonstrar. Mas quem estava ao lado sentiu-se humilhado. E esse alguém era Pelé, para quem Fredy era um ídolo. E digam o que disserem, uma equipa que tem Pelé e Romário tem de se comportar com estilo. Pelé não foi de modas e replicou o penteado ultrajante de Fredy, conferindo-lhe apenas um toque um pouco mais piramidal. Por outras palavras, o Egas ganhou o seu Becas.
Assistindo a tudo, alheio a estas disputas, Zazá fazia beicinho. Resmungava o senegalês, “bah, 1,2,3 cabelos de gajos que não jogam com o baralho todo”. Mal sabia ele que estava a dar corpo a outra sósia da Rua Sésamo. Sim, o obsessivo e vampiresco Conde de Contarr.
Vamos aguardar. O campeonato do MOH está claramente ao alcance, mas se calhar o melhor é também preparar os jogadores para um casting para a Rua Sésamo caso as coisas corram menos bem. Para já, fica a faltar um tipo de cabeleira e barba para fazer de Ferrão ou um tipo com os olhos a abanar tipo Monstro das Bolachas.
Pensando bem, o melhor era irem buscar o Rodrigo Silva, que na sua melhor fase cumpria os requisitos do Monstro das Bolachas, para além de passear um cabelo capaz de ajudar ao título de MOH. E se ele fosse do Belém, também equiparia com a mesma cor de pele do Monstro das Bolachas. Seria ouro sobre azul.
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sábado, agosto 21, 2010
Estrella Pop
Antes de lhe surgir a primeira borbulha e de descer as escadas para ver se o Bobby Robson tinha Clearasil (aquilo dos relatórios era apenas para meter conversa), o menino Villas Boas, com dez cândidos aninhos, dedicou-se de corpo e alma a cantar em frente ao espelho o “Never Gonna Give You Up”, movendo as suas ancas como se estivesse a fugir a sete pés do Sporting, forçando a voz impúbere a atingir níveis de inusitada gravidade para a sua idade e, claro, espetando o seu cabelo para ficar com aquela popa ruiva tão característica. Por exemplo, utilizando um gel Shockwaves, colheita de 1987 (ou seja, uma espécie de cola misturada com cimento com textura semelhante à do azeite), ou esticando a cabeça de fora em viagens a mais de 100 km/h na auto-estrada, qual canídeo, para que o cabelo ficasse tipo serapilheira eriçada. Os resultados foram avassaladores, como se pode constatar.
Para todos aqueles que julgam que o discurso do menino Villas Boas é mera petulância, dêem-lhe um desconto: o puto ainda julga que é mesmo uma estrela pop.
domingo, junho 06, 2010
A Pizza do Clayton
Fui jantar à Pizza Hut e fiquei espantado com a promoção deles. Não tanto pela cheesy bites, nem pela calzone ou pela rolling pizza. Eu geralmente vou mais pelo pão de alho, peço um guardanapo e fico pelo convívio. E que belo convívio se tem numa Pizza Hut, inalando aquele saudável ar gorduroso. Também gosto de ficar à espera ao pé de um sinal que diz “aguarde, por favor” porque sempre gostei de passagens de nível com guarda e aquilo faz mesmo lembrar uma passagem de nível com guarda. Adiante.Enquanto tentava decidir quantos guardanapos iria requisitar para o número de pães de alho que iria pedir, olhei para o rapaz da promoção, que estava ali a mostrar-me um cartaz com o programa semanal. E disse para mim, I’ll be damned, mas em português e numa voz não muito alta, que para isso já bastava o bebé do lado.
E depois reparei nas letras do lado esquerdo, na imagem que partilho convosco. Para quem não conseguir lê-las, “as fotografias podem não representar com exactidão os produtos referidos” é o que lá está escrito.
Pois é, pois é. O rapaz do cartaz era nada mais, nada menos que o saudoso Clayton. Mas, como a Pizza Hut fez questão de alertar, e muito bem, aquele produto não era um Clayton perfeito, representado com exactidão. Era um Clayton adulterado, com uma protuberância capilar hiperbólica, sacada de empréstimo a um qualquer Nuno Assis, por exemplo.
Sim, eu descobri a charada. Agora tudo fazia sentido. O Clayton tornara-se no rapaz-propaganda da Pizza Hut. Fez um tratamento ao cabelo milagroso, que não só corrigiu as entradas precoces que denotava como lhe reavivou o couro cabeludo. O couro dos relvados é que ficou para trás. Clayton remodelou-se e é agora um modelo, fugindo da imagem que deixou dentro de campo mas ainda assim conseguindo ser apanhado pela torcida que dele não se esquece. Nós compreendemos a tua decisão, Clayton. O Chipre não era o sítio para alguém acabar a sua carreira. Nós temos de fazer o que pudermos para ganhar a nossa pizza de cada dia e tu foste astuto em arranjar esta forma de ganhá-la.Devia ter merecido uns pãezinhos grátis só por ter descoberto o paradeiro do velho Clayton. Mas acabei por pagar até os guardanapos.
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quarta-feira, maio 26, 2010
Definitivamente Talvez
Aqui o vemos, no seu britpoppest.
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segunda-feira, dezembro 21, 2009
Doppelgänger, Tomo XXVI

Nuno Lopes é dos actores mais versáteis da nossa praça. Comparo-o a um Carlos Costa, pela forma como tanto desempenha o papel de Bispo como o de Cavalo, neste tabuleiro de xadrez que é o palco da vida. De permeio, podemos ainda apreciar a sua encantadora performance como Dama, absolutamente sem rival - à excepção de Nuno Gomes.
É esta versatilidade, salpicada a toques de génio, que liga estas duas figuras tão lusas: Lopes com os inesquecíveis papéis de "Chato" ou do rústico "tchanam", e Carlos Costa as himself, o auto intitulado "Homem dos Grandes Golos".
Mas curiosamente, o versátil todo-o-terreno ex-Farense não é a ligação mais óbvia de Nuno Lopes com o Mundo da redondinha. Guest starring: António Duarte, ex-Braga.
O stopper da Arrentela assemelha-se claramente a uma tentativa do actor lisboeta de encarnar um guitarrista de uma banda dos anos 70, mas desenganem-se: ele existe, é real - todo ele carne, osso, permanente e bigode. Ou pelo menos já foi.
quinta-feira, agosto 27, 2009
Cuckoo For Caca
Será que Alberto Gilardino e Mike Patton são a mesma pessoa?Fontes ligeiramente inquinadas, mas ainda assim beberricáveis, afiançam-nos que o codicioso avançado "viola" e o regurgitante vocalista americano são efectivamente a mesma pessoa. E até nos contaram o que se passou neste mês de Agosto.
Os Faith No More estiveram, como é do conhecimento público, no Festival do Sudoeste, com Patton à cabeça. Tudo correu pelo melhor: o público gostou deles e eles gostaram de nós e do nosso vinho. Talvez até mais do vinho, mas gostamos de pensar que foi de nós. Vai daí, Patton fez uns sons vocais esquisitos que ninguém entendeu mas que queriam dizer “Pá, eu vou ficar por cá durante uns tempos, curto esta cena”. “E por quanto tempo, Mike?”, ao que ele respondeu com dois esgares, meio grunhido em falsete e um grito bastante longo que significava “Só quero pisar o palco de Alvalade outra vez, que deixei umas garrafas preciosas em cima do palco em 1992”.
Dito e feito. A 18 de Agosto, lá estava ele em Alvalade, metendo os nervos em franja ao vocalista dos A-Ha, culminando a sua actuação com um toque mágico que um determinado árbitro magiar considerou algures entre o ombro e a testa. No despique entre o rock dos anos 90 e a pop dos anos 80, um pequeno jogo de cintura fez toda a diferença. Sem dúvida: ele é um sujeito bastante multifacetado.
quarta-feira, abril 22, 2009
Kill Kill Kill - Doppelgänger MCXVIII
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terça-feira, fevereiro 17, 2009
Doppelgänger MCXVII

- Reginaldo Rodrigues de Almeida: jornalista da SIC
- Givanildo Vieira de Souza: único ser humano (?) a desafiar o Optimus Prime para uma batalha e a vencê-lo por KO técnico ao 1º round. Sem mãos (e com uma ligeira dor de cabeça).
domingo, janeiro 11, 2009
Doppelgänger MXVIII
sexta-feira, novembro 07, 2008
Venham Como São
As semelhanças entre Novoselic e Soares Franco não se resumem apenas ao plano físico.Ambos são igualmente conhecidos pela sua rebeldia: enquanto que Novoselic amassava baixos no final das suas actuações, Soares Franco simulava que comia a sopa, quando na verdade a mandava pelo cano abaixo e com isso recebia as prendinhas todas no Natal.
Também ambos exibem um fascínio especial pela cultura irlandesa: Novoselic aprecia a Guinness, Soares Franco inclina-se mais para o Jameson.
E assim como Novoselic arranha uma língua que poucos compreendem, o croata, Soares Franco fala algumas vezes sem que ninguém o entenda.
As maiores diferenças estão mesmo no campo desportivo: é que dizem que Novoselic é um grande adepto do Sporting.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Cromicidade Clonada
Depois de termos provado por a+b a veracidade de expressões como…(Javier Balboa + microfone) = (Derrick Green – 20 kg) e
Anderson Polga / Messi^2 = ln(Morten Harket),
…agora demonstramos que, de uma forma ainda mais simples, Nunes = Scott Ian. Assim. Puro e duro. Sem montagens. Sem qualquer fórmula matemática pelo meio.
Estes resultados estão de tal forma a abalar o mundo científico que já se fala num novo conjunto de teoremas aplicáveis às experiências genéticas, os chamados “Teoremas da Cromicidade Clonada”, ou TCC, passíveis de revolucionar tudo o que foi dito e escrito em termos de semelhanças humanas.
Os vários contribuidores para os TCC estão, aliás, bem posicionados para ganhar o Nobel da ciência. A concorrência mais apertada provém do fisioterapeuta de Carlos Martins, cuja tese pretende demonstrar que o ex-Recreativo consegue aguentar mais de 60 minutos por jogo sem se lesionar (partindo do princípio óbvio que consegue não ser infantilmente expulso durante essa enormidade de tempo).
Um dia conseguiremos demonstrar estes corolários igualmente em Braille. E então o Nobel será indubitavelmente nosso.
Para já, rendei-vos às evidências: a clonagem humana está aí para ficar, aproximando o mundo da bola do resto do mundo.
sábado, agosto 30, 2008
Super Manu

Super Mario e Luigi eram parceiros de sucesso na luta conta o mal. Sempre em sintonia, os bigodudos irmãos cobriam-se de glória em cada investida contra King Koopa e os seus sequazes.
Porém, quando Luigi recebeu uma irrecusável proposta do Desportivo das Aves para mudar a água ao tremoço no bar da colectividade, o seu Super irmão decidiu assumir uma carreira a solo, provavelmente apoiando-se no exemplo de Miguel Ângelo: "Se aquele gajo consegue ter (relativo) sucesso, então nem preciso de me preocupar muito."
Mas como nem tudo são rosas, Super Mario começou a aperceber-se que já não conseguia lidar com o malévolo King Koopa sozinho, até porque a gasolina está mais cara e andar aos super-saltinhos de um lado para o outro cansa bastante.
Vaí daí, decidiu abrir um casting para novo sidekick.
Após ter rejeitado Petrov (falta de higiene), George Jardel (gonorreia), Calçoa (não dançava a macarena), "Leandro" George Lima (problemas com a documentação) e Forbs (porque sim), Super Mario decidiu-se pela contratação de Manuel Correia, esteio desse grande viveiro cromático que é o Barça do Tâmega, e pediu a Príncipe Maestro para o ir buscar no seu jacto privado.
Uma vez chegado a Brooklyn, habitat natural dos super-canalizadores com bigode e nome italiano, Super Mario pôs um cachecol com os dizeres "O Maior Canalizador do Mundo" ao seu novel companheiro de caminhada na estrada da fraternidade.
Nascia assim uma união sem facto que libertava o rebaptizado Super Manu de uma parelha com o esfíngico Paulo Alexandre, para a vida de personagem alternativo de um segundo jogador de Nintendo.
Aos saltos, claro. Sempre aos saltos.
sábado, agosto 09, 2008
Descubra as Diferenças MCLXXVI

Coentrão:
do Lat. coriandru
s. m., Bot.,
grande planta hortense, umbelífera, utilizada como condimento ou tempero, caxineiro que dribla sem nexo até sair das 4 linhas, só parando perante a visão de um McDonalds ou uma sucursal da Corporación Dermoestética.
quinta-feira, julho 24, 2008
Super Cromos

Quando o Tricampeão Nacional contratou o alter-ego de Bruce Banner para jogar à bola, muitos pensaram tratar-se de mais uma investida inovadora e brilhante de Jorge Nuno, sempre arguto nas suas contratações menos ortodoxas (ver Cavaleiros do Apocalipse), que acabam por redundar em activos vendidos a uma equipa estrangeira por dezenas de milhões de euros (não ver Cavaleiros do Apocalipse).
Em pouco tempo, pensámos nós, todos os clubes de renome iriam seguir as pegadas azuis por aquela estrada de resíduos radioactivos abaixo.
Mas eis que o telefone toca. É Hans Vimmo Eskilsson, directamente de um torneio de poker que acabou de perder por ser alto, loiro e tosco. Isto, apesar de já não ser loiro. Mas continua a ser alto e tosco.
Hans parece transtornado. E não é pela palavra "bluff" se adequar mais à sua carreira de futeboleiro do que à de gajo que bota a bisca na mesa. O Deus nórdico faz questão de relembrar aos media portugueses que o Incrível Hulk não é o primeiro super-herói a jogar no campeonato local( apesar de ser o primeiro mamífero a trocar a 2ª Liga Japonesa por um clube de renome com uma soma avultada de cash de permeio).
Num assomo de modéstia e altruísmo, o homem-bluff revela o nome do benfeitor: ele próprio. Thor.
Porém, numa saudável anarquia similar a um fórum da Sport Tv com a participação extemporânea de um presidente com gigantismo auricular, chega outra opinião. Sorridente, mas ligeiramente descontrolada numa fúria disfarçada:
- "Cara, cê é burro mêmo. O primeiro só pode ser eu."
Anos a fio arrasando médios e alas direitos a torto e a direito, com um sorriso nos lábios e manha na chuteira, ninguém viu outro herói daquela maneira.
Eia, rimou.
Por falar em rimas...
"Vais partir/naquela estrada/onde um dia chegaste a sorrir". Ecoam as doces palavras cantaroladas pelo sempre cheiroso baladeiro Clemente.
Ok, afinal não rimou. Mas o importante aqui é apreciarmos a irónica subtileza desta deliciosa melodia, que subtilmente nos diz que não podemos ser felizes por duas vezes no mesmo local.
No caso do nosso Kal-El bronzeado, esse local é uma baliza. Um jogo? Pfff. Chega. Back to Zimbabwe. Or Congo. Whatever. Baza.
Ah, a América.
América do Norte.
Não, isso não: Estados Unidos da América.
Assim está melhor, afinal queremos deixar o Canadá de fora, não nos vá dar vontade de falar de Fernando Aguiar ou do Torneio Skydome. Isso nunca.
Num País arrasado pela violência, ausência de valores morais e filmes com a Sandra Bullock, procura-se um herói. Eis que surge, por entre uma névoa que grita esperança aos quatro ventos, o salvador de uma Pátria destroçada:
Zach Thornton, o Capitão América.
- "What now?Save the US of A? Hell, no. There are people overseas, who need my immediate help. Their suffering is unbearable."
Doze horas depois, chegou ao Benfica.
Mas esta debandada do seu herói preferido não deixou destroçado o País de Freddy "Nii Lamptey v2.0" Adu.
Nada disso. Clamavam por um paladino da liberdade ainda mais viril. Mais barbudo, Mais impiedoso. Mais versado na arte de detectar quedas de avião pelo sabor do solo com 15 anos de retroactividade.
Walker é o seu nome, e a dor é a sua profissão.
Porém, deixou prontamente o seu nativo Texas para a Madeira sob a premissa:
- "I got bigger fish to fry."
...beware, AJJ.
Terminamos com a recordação do último Super-Herói a jogar na nossa Liga, com O Coisa, Fernando Aguiar.
Aliás, como se trata deste atleta, podem riscar a palavra "jogar" da frase anterior, e substituí-la com outro verbo qualquer. Qual? Não sei, nem tenho paciência para tanto. A sério. Deixem-me em paz. Desde que o significado seja de certa forma inverso, quero lá saber. Ninguém me paga para fazer isto.
P.S.: O Homem Invisível foi omitido desta lista por não haver imagens do dito cujo. As razões são óbvias. Primeiro, ele é invisível. Segundo, ninguém se lembra de ver o Farnerud fazer nada. Há relatos de que uma vez em 1998, o sueco terá feito a cama em sua casa. Mas não estava lá ninguém para ver.
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sábado, julho 19, 2008
Take on Poll

Finalmente a associação possível entre uma votação situada na barra à direita e uma banda dos anos 80.
Assim já não tenho que inventar uma Poll com o nome do Hans Vimmo Eskilsson.
E já que falamos dele, deitem o olhito curioso à 12ª posição desta competição sem bola. Sempre soube que o sueco era um bluff. Não sabia era que tinha levado esse estado de espírito tão à letra.
P.S.: Uma bavaroise de Robaina para o colega João Loff pela chamada de atenção à semelhança entre estes dois cromos.
terça-feira, julho 08, 2008
Vicente & Cerqueira
Nada mais erróneo. As aventuras deste lendário construtor civil no não menos fantástico galinh… er, estádio, Adelino Ribeiro Novo já foram correctamente dissecadas em tempos idos.
Aquilo que eu quero aflorar é a solidez compacta deste duo defensivo que deixou marcas no Alto Tâmega no derradeiro estertor da década de 80.
A cidade de Flávio, aclamada por ter acolhido monstros sagrados da estirpe de Putnik, Saavedra ou Zdravkov, também se celebrizou pela guarida que proporcionou a esta dupla de betão que o cromo tão bem ilustra.
Vicente, o duro, olha com desdém para o fotógrafo. A sua boca conserva o molde típico de quem está acostumado a brincar com um palito de madeira, mas o palito não está lá, provavelmente por ter ficado retido no balneário – quem sabe se escondido por Jorge Silvério ou por Luís Saura, numa das suas costumeiras traquinices. E isso enraivece Vicente. O seu rosto adopta uma expressão de rufia temerário que pede meças àquela que Armando “Le Petit” Teixeira assume nos seus diálogos existenciais com o árbitro. Vicente lança o alerta: está disposto a morder o mais afoito avançado que ouse perturbar o seu raio de acção, seja ele o “papa” João Luís II ou o arisco Forbs, já que a foto foi tirada no velho Alvalade XX. O seu cabelo pende teimosamente para a frente, escondendo os olhos chispando sangue de tanta fúria. Vicente está claramente apostado em demonstrar que é ele o mandão para lá do Marão. O fotógrafo sente-se intimidado e afasta as suas atenções de Vicente, antes que seja surpreendido por uma cabeçada do mesmo.
E então volta-se para Cerqueira. Incapaz de controlar o seu raivoso parceiro, Cerqueira, o Tony Danza transmontano, posa com dignidade para a posteridade. Denota um certo enfado, é certo, mas mantém a tranquilidade que Vicente não se esforça por manter. Cerqueira foi, por si só, um exemplo de profissionalismo e abnegação e nunca cedeu à moda do bigode, nem quando mereceu a companhia desse verdadeiro contraplacado humano que era Manuel Correia. Mas há mais. Cerqueira não só se notabilizou por lances de magia pura no rectângulo verde (como eram belos os irrepreensíveis atrasos para o seu guarda-redes, que ainda podia agarrar a bola naquele tempo…), como também por ter falhado miseravelmente no casting para a última temporada de “Chefe, Mas Pouco”, ao não conseguir desviar os olhos da ainda jovem e sempre imberbe Alyssa “A.C.” Milan(o).
Resultado: Hollywood perdeu uma vedeta, mas o Grupo Desportivo de Chaves ganhou um razoável defesa, capaz de temperar a ira de Vicente com toques de personalidade espalhados aqui e ali nas canelas dos avançados contrários.
O patrocínio diz tudo: com oponentes deste calibre, tudo o que os dianteiros adversários podiam ambicionar era um copinho de água, mas beberricado com moderação. Nada de golos. “Golos não, galos sim” era o lema desta inefável dupla.
segunda-feira, junho 30, 2008
Chaos A.D.
Vede, irmãos da bola: que me caiam as lendárias cabeleiras do Paulo Madeira e do Fernando Couto em cima se o vocalista dos Sepultura não vai jogar no Sport Lisboa, depois de ter perdido uns quilitos. Ou, em alternativa, se o novel reforço dos vizinhos do Colombo com apelido de famoso boxeur não é mais conhecido no mundo do espectáculo por ter gritado “Refuse/ Resist” do que propriamente pelas suas capacidades futebolísticas.
As faixas laterais lusas, que foram o “Territory” de extremos carismáticos como Marito ou Rebelo e que deixaram a porta do estrelato entreaberta a fenómenos como Porfírio e Speedy Dominguez, estarão agora entregues aos devaneios do "trash-metal".
Temo seriamente pela Bergessiação descontrolada do futebol português, traduzida em cruzamentos cacofónicos e dribles com direito a "headbanging".
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